13 de março de 2011

* São Marcos 1, 12-15.


E logo o Espírito o impeliu para o
deserto. Aí esteve quarenta dias.
Foi tentado pelo demônio e esteve
em companhia dos animais selvagens.
E os anjos o serviam. 
Depois que João foi preso, Jesus
dirigiu-se para a Galiléia.

Pregava o Evangelho de Deus, e dizia:
"Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo;
fazei penitência e crede no Evangelho."


Estamos no início da Quaresma, o tempo tradicional devotado a preparar a Páscoa.
Preparar quer dizer predispor,  refletir,  rezar...

Quer dizer estar aberto ao mistério de vida, entrega e redenção de Cristo.
Parece bonito, e é. Mas na verdade não estamos lá muito predispostos para
perceber o significado último e profundo da Páscoa.
Agora temos 40 dias (é isso que quer dizer Quaresma) para podermos pensar nisto.
A proposta de hoje é, uma vez mais, de Marcos. Uma citação curta, muito incisiva, própria deste Evangelho e que o caracteriza. Uma nota da antiguidade do texto, feito de citações curtas e muito densas.

O episódio do jejum de Jesus no deserto está resumido a uma frase, apenas com a nota da divindade de Jesus, servido pelos anjos. O que gostaria de explorar é precisamente o convite ao arrependimento. É esta a razão pela qual esta passagem foi escolhida para iniciar o tempo quaresmal. Arrependimento parece uma palavra má. Daquelas que cheira a mofo. Sobretudo porque a maior parte das vezes nem se entende...

O Evangelho quer dizer Boa Nova. Boa notícia. E a boa notícia é que o amor de Deus salva. Mas salva de quê? E do quê é que temos de nos arrepender?

A resposta mais fácil é: do pecado.
Mas a que vou dar é: salva do desencanto.
Do não ter rumo. Do não saber o que fazer nem para onde ir.
Mas isto não se percebe (ou aceita) num dia.
Nem em quarenta.
Um caminho sempre a fazer-se, à medida que se caminha.

Infelizmente, nem sempre se caminha a direito.
E também ninguém está a dizer que é fácil... Ou óbvio.
Como sempre, dúvidas esclarecidas no mal.

Fonte: A bíblia desvendada

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